MARCAS FAMOSAS E O QUE SIGNIFICAM

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Audi: As quatro argolas unidas representam as marcas alemãs que formaram a Auto Union, fundada em 1947. São elas: Horch, Audi, Wanderer e DKW. No dia 1 de janeiro de 1985, a Auto Union passou a se chamar Audi AG, com sede empresarial em Nekarsulm, na Alemanha.

Alfa Romeo: O símbolo é composto pela bandeira com a cruz vermelha (brasão da cidade de Milão) e pela serpente devorando um homem (símbolo da família real milanesa). O nome do fabricante italiano, fundado em 1910, é a combinação da sigla A.L.F.A (Anonima Lombarda Fabbrica Automobili) com o sobrenome do engenheiro Nicola Romeo, fundador da marca.

Alfa Romeo: Quadrifólio – O trevo de quatro folhas dos esportivos da Alfa Romeo é o amuleto usado pelo piloto Ugo Sivocci, considerado herói da marca depois de ter morrido em um acidente, em 1923, no circuito de Monza (Itália). A partir daquele ano, todos os carros de corrida passaram a ter esse logotipo na carroceria.

BMW: Representa uma hélice de avião, nas cores azul e preta. Foi criada depois que os irmãos Karl Rath e Gustav Otto conseguiram permissão do governo alemão para produzir motores de avião, em 1917. O primeiro carro a ter o símbolo da marca alemã foi o modelo Dixi 3/15, de 1928. BMW é a abreviatura de Fábrica de Motores da Bavária (Bayerische Motoren Werk).

Chrysler: A antiga estrela de cinco pontas, formada a partir de um pentágono com cinco triângulos, representa a precisão da engenharia. O logo atual é um escudo com asas, que já havia sido adotado entre as décadas de 1930 e 1950.

Citroën: Os dois “V” invertidos, conhecidos na França como “Deux Chevron”, simbolizam a engrenagem bi-helicoidal criada pelo engenheiro Andre Citroën, fundador da marca francesa.

Dodge: O búfalo simboliza a cidade de Dodge, localizada no estado de Kansas (Estados Unidos), no oeste norte-americano. A marca pertence à Chrysler.

Ferrari: O cavalo preto empinado sobre o fundo amarelo era usado no avião de Francesco Barraca, piloto de caça italiano morto na Primeira Guerra Mundial. A pedido da mãe de Barraca, o comendador Enzo Ferrari passou a adotar o emblema em seus carros a partir de 1923.

Fiat: A sigla em letras brancas sobre fundo azul significa Fábrica Italiana de Automóveis de Turim. Por algum tempo as quatro letras foram substituídas por quatro barras inclinadas (brancas ou cromadas) mas, atualmente, o símbolo remonta aos primeiros veículos fabricados pela Fiat.

Ford: O símbolo oval com a assinatura de Henry Ford permanece quase inalterado desde a fundação da empresa, em 1903. Hoje ele inspira o desenho das grades dos carros da marca.

Jeep: Marca norte-americana cuja origem vem da pronúncia, em inglês, da sigla G.P. (General Purpose), utilizada para identificar os modelos destinados a vários tipos de uso.

Mercedes-Benz: A estrela de três pontas representa a fabricação de motores para uso na terra, água e mar. Surgiu depois que Gottlieb Daimler enviou cartão-postal para sua mulher, dizendo que a estrela impressa no cartão iria brilhar sobre sua obra.

Mitsubishi: Um diamante de três pontas que remete a resistência e preciosidade. O símbolo veio do nome da marca: Mitsu significa três em japonês; Bishi, diamante.

Nissan: A moldura azul (cor do céu e do sucesso na cultura japonesa) e um círculo vermelho ao fundo (que representam a luz do sol e a sinceridade) remetem ao provérbio “sinceridade leva ao sucesso”. Nissan significa “indústria japonesa”.

Peugeot: O leão estilizado, que representa a “qualidade superior da marca” e homenageia a cidade de Lion (França), o logotipo é usado desde 1919, e já sofreu sete modificações.

Porsche: São dois brasões sobrepostos – o da região de Baden-Wurttemberg e o da cidade de Stutgartt (o cavalo empinado), sede da marca alemã. A marca adotou o símbolo a partir de 1949.

Renault: O losango, parecido com um diamante, foi adotado em 1925, para sugerir sofisticação e prestígio. Desde então, teve quatro mudanças de visual. O primeiro símbolo, de 1898, eram dois “R”, em homenagem aos irmãos Louis e Marcel Renault, fundadores da marca francesa.

Rolls Royce: Os dois “R” do logotipo eram estampados em vermelho. Com a morte de seus dois fundadores, Charles Rolls (1910) e Frederick Royce (1933), as letras passaram a ser grafadas em preto, em sinal de luto.

Subaru: Na língua japonesa, Subaru significa “plêiade” (conjunto de estrelas). Isso explica a constelação adotada como logotipo da marca.

Volkswagen: Um dos mais familiares símbolos entre as marcas de veículos, Este círculo envolve um “V” e um “W”, iniciais de volks (em alemão: povo) e wagen (vagão, veículo), ou seja: carro do povo, ou popular, já naquela época! Foi encomendado pelo próprio governo alemão ao engenheiro Ferdinand Porsche (o próprio). Por isso, ambos os veículos usavam motores refrigerados a ar até pouco tempo atrás.

Volvo: O polêmico logotipo da marca sueca (que hoje é controlada pela Ford) é o símbolo da masculinidade, e por esse motivo já foi muito contestado por movimentos feministas na Europa. Esse símbolo era usado pelos alquimistas para representar o metal, uma alusão que a Volvo fez à durabilidade dos seus veículos.

VOZES DIVERGENTES
A história é assim, às vezes há mais de uma versão para o mesmo fato histórico. Isto pode acontecer também aqui na história dos símbolos e marcas de automóveis. E algumas vezes, as duas versões são interessantes e explicam o fato. Observem abaixo:

O símbolo da Dodge não é um “búfalo. Trata-se do Ovis canadensis (nome científico), ou como denominam os americanos, Rocky Mountain Bighorn Sheep (carneiro americano/muflão americano). Mamífero da família dos caprinos, o carneiro das montanhas rochosas, que ornamenta o capô dos veículos Dodge, é o mamífero-símbolo da província canadense de Alberta (Adriano Frandaloso).
O símbolo da Dodge é um cabrito montanhês, que deu o nome da picape ram, que significa cabrito, carneiro. O símbolo da Peugeot na verdade é um grifo disfarçado. Grifo é um animal mitológico que hoje em dia é adorado pelos adeptos do ximantismo, eu acho (Felipe).

Sobre o JEEP, houve uma personagem de histórias em quadrinhos chamado “Jeep”. Em 16 de março de 1936, a personagem conhecida pelo nome de Eugene the Jeep foi criada pelo cartunista E.C. Segar para fazer companhia ao Popeye. Ela era do tamanho de um cachorro e nativa da África, e capaz de passar para a quarta dimensão. Ela resolvia todos os problemas do Popeye e da Olivia Palito, e sempre falava a verdade.

Esta personagem cativou o público e se tornou rapidamente popular. O termo “Hey, he’s a real Jeep!” ou “Ei, ele é um verdadeiro Jeep!” era constantemente empregado para pessoas que demonstravam uma capacidade superior. Como o veículo Jeep inicialmente participou dos combates com os fuzileiros navais americanos (mariners), costumou-se associá-lo ao EUGENE, o JEEP, que era amigo do POPEYE, o marujo, que era como um símbolo da marinha (Legio).

Sobre o Autor

Mário Márcio Leal

Sou patologista humano, mas no momento estou interessado na patologia do ser urbano e sua principal doença - O ENGARRAFAMENTO.

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