ANIVERSÁRIO DA CIDADE MARAVILHOSA. PARABÉNS! FELIZCIDADE! ALIÁS, CIDADE MARAVILHOSA POR QUÊ?

andre filho

… Berço do samba e das lindas canções
Que vivem n’alma da gente
És o altar dos nossos corações
Que cantam alegremente…
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz…
Que Deus te cubra de felicidade
Ninho de sonho e de luz.

                                                                                                                                                 
Cidade Maravilhosa (André Filho)
 
 
cidade maravilhosa
Cidade-Maravilhosa-Rio-de-Janeiro
henrique coelho neto
Coelho Neto 
Coelho Neto (1864-1934) o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”, criou o termo “cidade maravilhosa” em 1908, em suas crônicas no jornal carioca “A Notícia” e, em 1928, festejou sua centésima publicação, lançando um livro, uma coletânea de contos, chamado “Cidade Maravilhosa”.
 
Do Maranhão, sua família veio para o Rio de Janeiro quando tinha seis anos. Curiosamente, estudou no Colégio de São Bento (como eu) e iniciou a faculdade de medicina, mas logo desistiu (eu insisti). Mas, voltando ao assunto.
 
Por ser o criador da expressão que mais se identifica com o Rio, o polímata (achei que este adjetivo o representaria bem) “maranhense-carioca” Henrique Maximiano Coelho Neto  político, jornalista, professor, poeta, teatrólogo (…) membro fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras, além de candidato ao Prêmio Nobel de Literatura e pai de 14 filhosficou para sempre ligado a nossa cidade. Deu nome a um bairro do Rio.
 
Em 1934, um mês depois da morte de Coelho Neto, coincidência  certamente, o músico carioca André Filho (1906-1974) lançou a marcha Cidade Maravilhosa. A primeira gravação foi feita por André e Aurora Miranda (aos 19 anos), indicada pela irmã Carmem Miranda. Conhecido também pela parceria com Noel Rosa na música Filosofia, fez centenas de canções, mas é reconhecido historicamente como autor de Cidade Maravilhosa.
 
Em 1964, o governador Carlos Lacerda, por decreto, fez da marcha o hino oficial do Estado da Guanabara (Lei n. 5, de 25.08.1960; Lei n. 488, de 27.10.1964), e o prefeito César Maia, em 2003, ratificou a canção como hino do município do Rio de Janeiro.
 

Polêmica: Outros pesquisadores afirmam que o termo foi usado pela primeira vez pela poetisa francesa Jeanne Catulle Mendès quando ela visitava a cidade em novembro de 1911. No livro de poemas que escreveu durante sua estadia aqui, “La Ville Merveilleuse”, Jeanne conta seu deslumbramento pelo Rio de Janeiro.

 

você, acha o quê? Você decide.

 

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http://literaturaeriodejaneiro.blogspot.com.br/2015/03/la-ville-merveilleuse-cidade.html

Sobre o Autor

Mário Márcio Leal

Sou patologista humano, mas no momento estou interessado na patologia do ser urbano e sua principal doença - O ENGARRAFAMENTO.

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