CARTA AO JORNAL O GLOBO: O QUE FAZER PARA MELHORAR O TRÂNSITO?

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                      http://www.luizberto.com/2011/12/19
JORNADA
http://delolmo.com.br/tag/reducao-de-horario/

 

 

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http://sensoincomum.org/2016/10/17/horario-verao-caneta-magica-estatal/


Posso classificar as soluções, que todo mundo sabe, para diminuir o caos viário das grandes metrópoles, em estruturais, financeiras e filosóficas. 

Fica desde já subentendido que todas estas soluções são políticas, porque político é o próprio homem, a política é da natureza humana. Política significa vontade de fazer, quando e como fazer. 

São também econômicas, porque qualquer ação envolve gasto, disponibilidade e gerência de recursos.

No livro, indico cinco soluções estruturais, oito financeiras e três filosóficas. A seguir, cito uma que classifiquei como filosófica porque envolve mudança de comportamento da sociedade, mudança de cultura:

Ampliação do horário comercial

A definição de horários de funcionamento de serviços serve para dar ordenamento, organizar as diversas atividades humanas.

Os horários seguem uma necessidade fisiológica — o ritmo circadiano (do latim circa diem, cerca de um dia). Esse relógio biológico rege, por ação de hormônios, funções vitais do nosso organismo (estado de sono e vigília, digestão, temperatura etc.). 

Contudo, temos grande capacidade de adaptação e a criação de novos horários de trabalho não nos traria transtorno, ao contrário, teríamos mais conforto. E daí, a pergunta:

Por que não haver mais horários comerciais, oficialmente, nos serviços públicos e privados? 

Alguém marca consulta médica, particular ou no posto de saúde, para as 6 horas? Já viram alguma placa com a inscrição: “Aberto das 13h às 22h?” Ou, ainda, “Ligue no horário comercial de 6h às 15h?” 

Creio que todos seriam beneficiados — produtores, distribuidores, comerciantes e consumidores. E o trânsito melhoraria.


Pensando nisso, enviei carta para a seção Cartas dos Leitores do jornal O Globo, publicada no sábado passado, 24 de dezembro de 2016. 
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Sobre o Autor

Mário Márcio Leal

Sou patologista humano, mas no momento estou interessado na patologia do ser urbano e sua principal doença - O ENGARRAFAMENTO.

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